segunda-feira, 20 de julho de 2009

Uma Overdose de VERDADES











Religulous

É um filme inteligente, e vem a somar muito para o movimento de conscientizarão
de que deus não existe. No fime Bill Maher entrevista pessoas comuns que estão totalmente desatualizadas, que acreditam por exemplo que chover é milagre, e até senadores americanos que acreditam na serpente falante.O filme mostra o triste cenário político americano, onde alguns servidores públicos ainda não acreditam na explicação da Evolução, embora seja já aceita em toda comunidade científica. Bill Maher entrevista judeus (que não acreditam no estado de israel), muçulmanos, muçulmanos gays, padres, a reincarnação de cristo, cientístas e até um ex-gay. A parte engraçada do filme, são as respostas dadas pelos crentes, e suas convições furadas e distorcidas sobre suas religiões.Apesar de ser engraçado, também é trágico ver em pleno 2008 que existam pessoas com idéias medievais
em cargos importantes, e a grande movimentaçãode dinheiro involvido e todas as atividades religiosas.

"Zeitgeist"
É um polémico documentário amador ramificado em três partes distintas.
O título surge de um termo alemão que significa "Espírito do Tempo", e que é atribuído segundo alguns dos maiores filósofos alemães ao avanço intelectual e cultural do mundo, numa determinada época. Realizado, produzido e escrito pelo anónimo Peter Joseph, "Zeitgeist" foi lançado pela primeira vez no serviço Google Video, em Junho de 2007, tornando-se em poucas semanas o filme mais visto de sempre alojado nos servidores da Google (8 Milhões no final de Novembro, sendo que foi retirada desde dessa altura o contador, ninguém sabe bem porquê).

Zeitgeist Addendum

A continuação de um dos filmes mais importantes da Teoria da Conspiração.
Se você ainda não assistiu a Primeira Parte do Zeitgeist, recomendo que o faça antes de assistir a este filme...

SURPLUS

Um documentário diferente sobre o consumo exagerado.
1/5 da população mundial consome 4/5 dos recursos
do planeta terra e produz 86% de todo desperdício.
Nesta bonita e curta jornada pelo mundo, os diretores
exploram o assunto através de muita música e imagens
num documentário com jeito de videoclipe.

MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE

Documentário de Simon Hartog produzido em 1993 pelo canal 4 da BBC.
O documentário discute o poder da rede Globo e teve sua exibição proibida no Brasil.


Terráqueos ( Earthlings )

Documentário sobre a absoluta dependência da humanidade em animais (para companhia, comida, roupa, entretenimento, e pesquisa científica) mas também demonstra nosso completo desrespeito por estes chamados "provedores não-humanos". Usa câmeras escondidas e imagens nunca antes vistas para demonstrar as práticas cotidianas de algumas das maiores indústrias do mundo, todas as quais dependem totalmente em animais para o lucro. Poderoso, informativo e provocador, EARTHLINGS é de longe o documentário mais compreensível já produzido na correlação entre a natureza, animais, e os interestes econômicos humanos.


Nós Que Aqui Estamos Por Vós Esperamos (1999)

A partir de recortes biográficos reais e ficcionais de pequenos e grandes
personagens do mundo, Nós Que Aqui Estamos, Por Vós Esperamos narra a história do século XX. Com 95% de imagens extraídas de arquivos, o filme pretende discutir a banalização da morte e por correspondência direta, da vida. Curiosidade: o título foi extraído do pórtico de um cemitério de uma cidade do interior de São Paulo.

LIVRO:
NOS BASTIDORES DA UNIVERSAL

Este Livro, “Nos Bastidores do Reino”, do ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Mário Justino, caiu como uma bomba sobre a organização de Edir Macedo, que conseguiu na justiça uma liminar impedindo provisoriamente a circulação da Obra, que ficou apenas 22 dias nas livrarias, desde seu lançamento em novembro de 1995.
A Editora “Geração Editorial” lutou e conseguiu na Justiça, a liberação da Obra em que o ex- pastor Mário Justino narra sua amarga experiência com religião, drogas, sexo e o submundo do crime no Brasil e em Nova York.
A Juíza Deise Jacot julgou improcedente a ação que visava à proibição definitiva deste Livro, liberando, assim, a sua distribuição e venda.

O POVO BRASILEIRO

O antropólogo Darcy Ribeiro (1913-1997) foi um dos maiores intelectuais brasileiros do século XX. Esses vídeos mostram os programas da série baseada na obra central de Darcy: O Povo Brasileiro, em que o autor responde à questão quem são os brasileiros?, investigando a formação do nosso povo.
Co-produzida pela TV Cultura, a GNT e a Fundar, a série conta com a participação de Chico Buarque, Tom Zé, Antônio Cândido, Aziz Ab´Saber, Paulo Vanzolini, Gilberto Gil, Hermano Vianna, entre outras personalidades.
O Povo Brasileiro é uma recriação da narrativa de Darcy Ribeiro, e discute a formação dos brasileiros, sua origem mestiça e a singularidade do sincretismo cultural que dela resultou. Com imagens captadas em todo o Brasil, material de arquivo raro e depoimentos, a série é um programa indispensável para educadores, estudantes e todos os interessados em conhecer um pouco mais sobre o nosso país.

" O mundo pode ser um palco. Mas o elenco é um horror "

"Sempre que houver alternativas, tenha cuidado. Não opte pelo conveniente, pelo confortável, pelo respeitável, pelo socialmente aceitável, pelo honroso. Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar. Opte pelo que gostaria de fazer, apesar de todas as consequências."

" NÃO GRITE TÃO ALTO A SUA FELICIDADE. a INVEJA TEM SONO LEVE "

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ESTOU EM UM MUNDO ATOLADO DE MERDA, MAS AINDA ESTOU VIVO, E NÃO TENHO MEDO DE NADA.
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Cuidado com as pessoas que você "pensa" que conhece... Ou aqueles que dizem ser seus amigos. Há muita maldade e inveja escondida em sorrisos sedutores...

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A felicidade em pessoas inteligentes, é das coisas mais raras que conheço...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

O DIREITO AO PALAVRÃO

Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos

extremamente válidos e criativos para prover nosso

vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade

nossos mais fortes e genuínos sentimentos.

 

É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será

esse Português Vulgar que vingará plenamente um

dia. Sem que isso signifique a “vulgarização” do idioma,

mas apenas sua maior aproximação com a gente simples das

ruas e dos escritórios, seus sentimentos, suas emoções, seu

jeito,sua índole.

 

“Pra caralho”, por exemplo. Qual expressão traduz melhor a

idéia de muita quantidade do que “Pra caralho”? “Pra caralho”

tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-

Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho,

o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra

caralho, entende?

 

No gênero do “Pra caralho”, mas, no caso, expressando a mais

absoluta negação, está o famoso “Nem fodendo!”. O “Não, não e

não!” e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma

credibilidade “Não, absolutamente não! “o substituem. O “Nem

fodendo” é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com

a consciência tranqüila, para outras atividades de maior

interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te

atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca

tempo nem paciência. Solte logo um definitivo “Marquinhos,

presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!”. O impertinente

se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a

turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do

Lupicínio.

 

Por sua vez, o “porra nenhuma!” atendeu tão plenamente as

situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma

negação, mas também o justo escárnio contra descarados

blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que

possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como

comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um “é PhD

porra nenhuma!”, ou “ele redigiu aquele relatório sozinho

porra nenhuma!”. O “porra nenhuma”, como vocês podem ver, nos

provê sensações de incrível bem estar interior. É como se

estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um

canalha. São dessa mesma gênese os clássicos

“aspone”, “chepone”, “repone” e, mais recentemente,

o “prepone” - presidente de porra nenhuma. Há outros

palavrões igualmente clássicos.

 

Pense na sonoridade de um “Puta-que-pariu!”, ou seu

correlato “Puta-que-o- pariu!”, falados assim,

cadenciadamente, sílaba por sílaba… Diante de uma notícia

irritante qualquer um “puta-que-o-pariu!” dito assim te

coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido

tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe

permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

 

E o que dizer de nosso famoso “vai tomar no cú!”? E sua

maravilhosa e reforçadora derivação “vai tomar no olho do seu

cú!”.Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos

seus quando,passado o limite do suportável, se dirige ao

canalha de seu interlocutor e solta: “Chega! Vai tomar no

olho do seu cú!”. Pronto, você retomou as rédeas de sua vida,

sua auto-estima.Desabotoa a camisa e saia à rua, vento

batendo na face,olhar firme,cabeça erguida, um delicioso

sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

 

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão

de maior poder de definição do Português Vulgar: “Fodeu!”. E

sua derivação mais avassaladora ainda: “Fodeu de vez!”. Você

conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma

situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora

complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida

insere seu autor em todo um providencial contexto interior de

alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está

dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de

habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você

mandando você parar: O que você fala? “Fodeu de vez!”. Sem

contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente

proporcional à quantidade de “foda-se!” que ela fala. Existe

algo mais libertário do que o conceito do “foda- se!”?

O “foda-se!” aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa

melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. “Não quer sair

comigo? Então foda-se!”. “Vai querer decidir essa merda

sozinho(a) mesmo? Então foda-se!”. O direito ao “foda-se!”

deveria estar assegurado na Constituição Federal. Liberdade,

igualdade, fraternidade e foda-se!. Grosseiro, mas profundo…

 

Pois se a lingua é viva, inculta, bela e mal-criada, nem o

Prof. Pasquale explicaria melhor. “Nem fodendo…”